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Com visual estonteante, thriller psicológico “A Cura” fala sobre poder, ambições e pecados capitais

Gore Verbinski retorna às origens com “A Cura“, seu novo thriller psicológico que chega hoje (16) aos cinemas.

O longa gira em torno de Lockhart (Dane DeHaan), um jovem empresário que trabalha em Wall Street e está disposto a tudo para ter sucesso em sua carreira. Lockhart é, então, enviado para a Alemanha após a morte de um dos seus colegas de trabalho com a missão de trazer de volta para NY o empresário Pembroke (Harry Groener), que se internou voluntariamente em um sanatório nos Alpes Suíços, para que ele possa finalizar o trabalho na empresa.

Logo Lockhart conhece a bela e intrigante Hannah (Mia Goth), que é como uma filha para Volmer (Jason Isaacs), dono do sanatório.

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A Cura” conta com inúmeros pontos positivos, como uma das melhores atuações de Dane DeHaan e todo o horror claustrofóbico e imersivo gerado pela fotografia, assinada por Bojan Bazelli, que já trabalhou com Verbinski em “O Chamado“. Em diversos momentos temos vislumbres dos trabalhos anteriores de Verbinski, como referências ao poço da Samara e as cavernas de “Piratas do Caribe“.

Além disso somos jogados em uma “banheira de plot twists” divididos nas quase duas horas e meia de duração do filme. Muitos deles podem parecer desnecessários e, em alguns momentos subestimam o espectador querendo explicar muito da história, mas juntos levam o longa à um final coerente e interessante.

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Outro ponto a se destacar é a bizarra trilha sonora, que mistura momentos de tensão com vozes angelicais, elevando as cenas – que já são visualmente deslumbrantes – a um novo patamar.

Toda a crítica que “A Cura” faz é entorno da ambição do ser humano, usando Lockhart como protagonista. Ao longo do filme também podemos perceber que Verbinski entrega ao espectador pitadas de pecados capitais como a Gula e a Preguiça, representada pelos corpulentos idosos internados no sanatório; a Soberba de Lockart e seus empregadores; a Luxúria representada pelo afloramento sexual de Hannah, e todos os outros pecados.

Por fim, “A Cura” cumpre seu papel usando o horror para refletir sobre os males da sociedade. É um filme que vale ser assistido nas telonas, principalmente se houver a possibilidade de ser em IMAX pra maximizar a experiência.

4 estrelas

Escrito por Marcelo Rogério

Geek, carioca, idealizador do Pop Creature, amante de raposas e Lana Del Rey e colecionador assíduo - vulgo viciado - de blu-rays e Funko!